quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Beat it", com Pomplamoose



Pomplamoose é uma banda californiana, formada pelos namorados Jack Conte e Nataly Dawn. O que eles fazem é chamado de VideoSong, ou seja, tudo o que você ouve é o que você vê. Todos os sons das músicas são criados por eles e mostrados no vídeo. É quase um making of de como se constrói uma música. Aqui, a versão de Beat it, de Michael Jackson. Mas vale ver também September (do Earth, Wind and Fire), Single ladies (gravada por Beyoncè) e Mr Sandman (The Chordettes), entre outras versões.

Se preferir, veja direto do Youtube, pois aqui o quadro está cortado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Let's rock!


Para quem gosta de rock n' roll, vale entrar no site England rocks. Além de conhecer os lugares do rock na Inglaterra, vai encontrar jogos divertidos como o Beat the intro, uma espécie de Qual é a música?. Acertei TODAS do Led Zeppelin!!! :-)

Dica da Teca!

Noite carioca



Diálogo de surdos, não: amistoso no frio.
Atravanco na contramão. Suspiros no contrafluxo.
Te apresento a mulher mais discreta do mundo: essa que não tem nenhum segredo.

Ana Cristina Cesar, em A teus pés

"Romeu e Julieta", por Béjart



Com Suzanne Farrell e Jorge Donn. Música de Hector Berlioz.

Lembrança inesquecível: em meados dos anos 1970, assistí a essa maravilha no Maracanãzinho, com minha mãe. Eu era criança e ainda não havia visto tanta beleza. Emocionante.

Jorge Donn (1947-1992) é para mim o melhor bailarino do mundo. E de Béjart (1927-2007) sou devota.

;-)

PS: esse post é para Cássia, cuja vida também foi encantada por Béjart.

domingo, 22 de novembro de 2009

Vida de clichê



"Quando nos expressamos por palavras, temos sempre a possibilidade de nascer. E se renunciamos ao nascimento, ao trocar a possibilidade do novo pelos chavões, aceitamos a morte antes de viver? Fiquei pensando nisso. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros. Do mesmo modo que é mais fácil botar no mundo o primeiro chavão que nos vem à cabeça, também é mais fácil – e mais aceito – viver segundo os clichês da nossa família, sociedade, época. Penso que a maioria de nós vai vivendo e repetindo velhas vidas que aparentemente já deram certo e não incomodam ninguém. (...) A vida que se vive para longe dos clichês não tem garantias. Tem vida. Tudo o que a vida que se vive para longe dos clichês nos oferece é isso, vida apenas."

Eliane Brum

Clique aqui e leia na íntegra o já citado texto de Eliane Brum, publicado na revista Época em 24/08/2009.

sábado, 21 de novembro de 2009

Felicidade



"Dentro do peito, no entanto; havia ainda aquele ponto brilhante, incandescente, de onde saía uma chuva de pequenas fagulhas. Era quase insuportável. Ela mal tinha coragem de respirar, por medo de atiçar aquele fogo ainda mais; contudo, respirava fundo... fundo. Quase não tinha coragem de olhar-se no espelho frio; mas olhou, e ele mostrou-lhe uma mulher radiante, com lábios trêmulos, sorridentes, grandes olhos escuros e um ar de quem está à espera de que alguma coisa... divina aconteça. Ela sabia que iria acontecer infalivelmente."

Trecho de Bliss, de Katherine Mansfield, que você pode ler inteiro clicando aqui.
Li no inspirado e inspirador Fala comigo doce como a chuva.
Aqui, com a beleza do quadro de Beatriz Milhazes.

O canto do retardatário

Pouco importa que o canto seja tardio.
Se não tinha amadurecido, inda não era canto.
A idade do poeta se mede pelo amadurecimento do canto.
Cantar não é desejar a glória,
É simplesmente cantar.
A gente nasce para viver,
O canto rompe para vibrar.
O resto é com quem ouve,
O poeta não tem nada com isso.
Já houve um santo que falou às aves.
Mas eu sou ave, canto para as árvores.
— Árvores, ouvi-me!

Ernani Sátiro

E imaginar que eu publicaria poesia de quem foi da UDN, da Arena e do PDS, além de ter sido nomeado ministro do Supremo Tribunal Militar por Costa e Silva e de ter sido líder do governo militar na Câmara! Em 1984, foi um dos que se ausentou do plenário da Câmara na votação da emenda Dante de Oliveira, pelas eleições diretas, que assim acabou derrotada, por falta de apenas 22 votos. Não gosto de sua biografia. Mas gosto do poema.